Hoje, pela primeira vez nas nossas vidas, Beatriz me fez ter vontade de abrir um buraco no chão e me enterrar, me fez sentir raiva! No mercado, se jogou no chão, me chutando, berrando e esperneando agarrada a uma caixinha de gelatina! Minha vontade, sem mentira nenhuma, foi dar uns tapas nela ali mesmo pra ver se ela entrava nos eixos! Mas me abaixei, tentando parecer o mais calma que conseguia (o que não foi suficiente) e segurei seus braços com firmeza, dizendo a ela que se acalmasse. Deixei meu pai no caixa do mercado e segui com Bia, já mais calma, pra rua. Depois de falar pra ela que eu estava muito triste com aquele comportamento, que aquilo era uma erradoe ela devia se envergonhar de ter feito aquele escândalo, ela me pediu desculpas. Eu disse que ela deveria pedir desculpas ao avô também, e ela assim o fez. Creio que mais por saber que sua ida à casa do primo estava ameaçada depois daquela cena do que pela consciência de ter errado.
Sinto que estou entrando num terreno novo, um ninho de cobra, onde se eu pisar errado, uma me pica! Ela, outrora tão doce, comportada e obediente, agora tem mudanças de humor dignas de adolescentes, berra, faz cenas na rua, me bate e me repreende. Oi? Quantos anos tem mesmo?
Sinto que ensinar a pedir desculpas a cada erro, de certa forma, mitiga o efeito do perdão, por isso tem horas que prefiro ignorar. Colocar de castigo tem dias que surte efeito e tem dias que ela fica sentando cantando de michel teló a pixinguinha, de galinha pintadinha a cocoricó. Até bater já experimentei, e acho que dói mais em mim que nela.
A solução muitas vezes encontrada é deixar espernear e acabar o escândalo para então conversar ou, quando estou mais calma e dócil, dizer a ela que eu gostaria que ela se acalmasse porque eu a amo e gostaria de dar beijinhos nela! Funciona muitas vezes.
Aceito orações, livros e, acreditem, até palpites! Quando os terrible two passam mesmo?
Pois é, Marina, aqui também estamos nessa mesmíssima fase. Eu pensei em comprar tampões de ouvido - é sério. Acho que diminui a irritação e a gente consegue lidar com a criança com mais calma.
ResponderExcluirPor aqui estamos tentando levar da forma mais suave possível, confiando que ensinando a mesma coisa de novo e de novo ela vai acabar aprendendo. Pense que sua filha tem um bom coração e que essas "birras" são uma forma natural - bastante inconveniente, é verdade - de manifestar a frustração.
Também estou aprendendo, aos poucos, e confesso que muitas vezes não sei como lidar com a situação. Ontem Emília tentou bater na Margarida, eu segurei a mão dela, e ela começou a pedir, aos prantos: "Deixa a Emília batê na Madarida!". Resolvi então levá-la pro quarto e falei que ela espancasse o travesseiro. Valia tapa, mordida, soco. Ela adorou. E ficava rindo e gritando: "itavasa!" (extravasa... libera e joga tudo pro ar!)
Não tá fácil nao! Claro que eu sei que é da fase e que ela tem umcoração maravilhoso!!! Sei que ela é obediente mts vezes e que ela continua dócil. Sei que isso é apenas consequência da imaturidade inerente aos 2 anos de vida dela. Ela se sente frustrada e é assim que extravasa.
ExcluirEssa cena da Emília querer bater na Margarida é típica, mas como Bia não tem nenhuma irmã, ela bate na gente. É o que eu costumo falar pra ela "você tem todo direito de se sentir frustrada e com raiva, mas não pode bater em ninguém, nem quebrar nada!"
A repetição vai fazer o ensinamento entrar quase que por osmose! hahahahaha Assim espero!
Quando disse que fazê-la pedir desculpas toda hora mitigava o perdão, é pq ela pede desculpas e, muitas vezes, no instante seguinte, faz a mesma coisa e pede desculpas de novo, no automático. Aí não dá! Temos escolhido a dedo a hora dela pedir desculpas, quando ela não o faz espontaneamente.
Beijos e boa sorte pra gente! hahahahaha
Ai que situação!
ResponderExcluirAcho que bater não resolve mesmo. Ou resolve? eu fui criada assim, toda vez que fazia alguma coisa de errado levava uma surra, não tenho raiva dos meus pais por causa disso e tive uma educação muito boa.
Acredito que a conversa seja o mais certo. Mesmo que as vezes eles não dêem ouvidos, mas um dia eles aprendem.
Beijos
Quando você descobrir a resposta de quando passam os terrible twos você me avisa???
ResponderExcluirPorque minha Beatriz completou 3 anos, mas de vez em quando ela se esquece disso e volta a fase terrível!
Abraço!
Igor, esse é meu maior medo, os "terríveis dois" passarem a ser "terríveis três", "terríveis quatro" e assim por diante! hahahahaha
Excluirbjs
Ai, que medo desses terrible twos, não sei qnd passa não, mas sei que temos que ter os dois Ps, paciência e perseverânça, Alice nos seus 17 meses faz uns ensaios de birra de vez em qnd, mas ainda responde bem se ignorarmos ou se ficamos firmes em não deixar ou fazer com que ela faça algo que não quer,
ResponderExcluirboa sorte e conta o que der certo ;)
bjs
Andrea, sem querer te desanimar, mas a Bia tb respondia bem às nossas correções até umas semanas atrás! Tomara que Alice continue fofa, linda e obediente! rs
Excluirbjs
Já vi esse filme outras vezes, rsrsrs. Acabei de conhecer teu blog e adorei. Passa lá pra conhecer o meu também:
ResponderExcluirhttp://meusfilhosmeumaiorpresente.blogspot.com/
Beijos
;)
ExcluirAi Marina, estamos passando aqui pela mesma fase. Minha filha é uma fofa, sempre foi, mas tem seus momentos... normalmente após acordar, ou quando é contrariada. É difícil mesmo, difícil manter a cabeça fria, nem sempre consigo. Mas é fase e passa, assim como outras passaram e outras virão. O negócio é respirar fundo e (tentar) ter muita paciência. Boa sorte pra nós!
ResponderExcluirVerdade, Cris, o negócio é respirar fundo, trilhões de vezes por dia! hahahahaha Boa sorte pra gente!
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